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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Como Fazer Pimenta em Conserva

Esterilização

Antes de fazer qualquer conserva é fundamental que os potes de vidro sejam esterilizados.
Escolha um pote de vidro que possua uma tampa que vede bem e lave com água e sabão ou detergente.
Pegue uma panela e forre o fundo com um pano limpo. Coloque o pote e cubra com água.
Deixe ferver por 15 minutos.
Quando faltar 5 minutos, jogue a tampa, para também ser esterelizada.
Deixe esfriar naturalmente, para que não quebre.
Depois que esfriar um pouco, coloque o pote e a tampa sobre um pano limpo com a boca para baixo e deixe secar.

Vinagre

Use preferencialmente, vinagre branco com acidez entre 4 e 6% (40 a 60 gl).
Sal
Utilize sal marinho ou sal limpo. Evite o sal iodado e o sal de mesa.

Branqueamento

É um processo bastante utilizado em receitas de conserva. Se faz da seguinte maneira:
Coloque água numa panela e deixe que ferva.
Quando ferver, coloque o vegetal e deixe por 20 segundos.
Retire e transfira imediatamente para uma tigela com água gelada.

Álcool e Pinga

Se você adicionar uma colher de álcool ou pinga nas conservas de vinagre ou azeite depois que estiverem prontas, a pimenta ficará bem mais picante.

Ervas e Especiarias

Experimente adicionar ervas e especiarias às conservas para dar um toque especial.
As mais utilizadas são: louro, manjericão, tomilho, pimenta do reino, gengibre, cebolinha, salsinha e sementes de mostarda.

Formulação básica de Pimenta em Conserva
Pimenta no Vinagre

2 copos de vinagre branco de maça ou arroz
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de chá de sal
pimentas selecionadas

Modo de preparo

Faça uma calda com o vinagre, o sal e o açúcar levando esta mistura para ferver por 2
minutos.
Faça o branqueamento das pimentas.
Coloque as pimentas num vidro esterilizado e jogue a calda quente de vinagre por cima. Deixe
esfriar.
Conserve na geladeira.

Pimenta no Conhaque

Conhaque
Pimentas Selecionadas
1 colher de açúcar
Esterilize o pote em que vão ser colocadas as pimentas.
Branqueie as pimentas.
Faça um corte pequeno longitudinal em cada pimenta e deixe os talos para uma melhor
manipulação.
Encha o vidro com as pimentas e espalhe uma colher de açúcar por cima.
Complete o vidro com conhaque.
Deixe descansar em local fresco e seco de 15 a 30 dias, invertendo o vidro a cada dois dias.
Conserve depois na geladeira.

Pimenta no Azeite

1 xícara de azeite de oliva extra virgem
1 dente de alho picado
6 gotas de suco de limão
pimentas selecionadas

Modo de preparo

Retire as sementes, as veias e o talo das pimentas
Frite o alho no azeite até ficar levemente dourado. Cuidado para não queimar.
Coloque as pimentas num vidro de conserva deixando um espaço livre de 2cm.
Aqueça uma xícara de azeite a 300 graus C.
Enfie o cabo de uma colher no meio das pimentas e abra um buraco.
Despeje o azeite quente, lentamente, para evitar que o azeite suba.
Complete o pote com azeite até atingir 0,5 cm da boca e tampe bem firme.
Deixe esfriar naturalmente.
Conserve na geladeira.

Fonte: www.geronetservices.com

Pimentas do Brasil e seus tipos...












PIMENTA MALAGUETA

Pimenta MalaguetaNome científico: Capsicum frutescens.
Grau de Ardência: 150.000
Formato e posição dos frutos: alongados e cônicos.
Tamanho dos frutos (compr. x larg.): 1,5-3,5 x 0,3-0,5 cm.
Coloração dos frutos: verde (imaturos) e vermelho (maduros)
Pungência: picante médio a alto. Aroma: baixo.
Características especiais: Paredes muito finas.
Existe a malaguetinha com tamanho mais reduzido.
Uso: condimento no preparo de peixes, acarajés e carnes; molhos de pimentas e conservas.

PIMENTA DE CHEIRO

Pimenta de Cheiro Nome científico: Capsicum chinense.
Grau de Ardência: 45.000
Formato dos Frutos: Grande variabilidade.
Tamanho dos frutos: (compr. x larg.): 1,5-1 x 1-3 cm.
Coloração dos frutos: amarela leitosa, amarela forte, alaranjada, salmão e vermelha até preta (maduros).
Pungência: Picante baixo a picante alta. SHU = 15.000 a 30.000
Aroma: Forte e característico
Uso: Condimento para saladas, arroz e preparo de peixes.

PIMENTA CUMARI

Pimenta CumariNome científico: Capsicum baccatum, var. baccatum e var. praetermissum
Grau de Ardência: 220.000
Cor: Verde (imaturo), vermelha e alaranjada (madura)
Tamanho: 0,4 a 1,3 x 0,3 a 0,7 cm
Formato: Arredondado a ovalado, com ápice arredondado
Pungência: Picante alto. SHU= 15.000 a 30.000
Aroma: Baixo
Usos:Conservas
Outros Nomes: Passarinho, cumari-miúda, comari e pimentinha

PIMENTA BODE

Pimenta BodeNome científico: Capsicum chinense
Grau de Ardência: 105.000
Cor: amarela ou vermelha
Tamanho: 1,0 X 1,0 cm
Formato: Arredondado ou achatado
Pungência: Picante médio a alto. SHU= 15.000 a 30.000
Aroma: Forte
Usos: Temperos para carne, arroz, feijão, pamonha salgada e biscoitos de polvilho. Os frutos maduros
são usados em conservas e molhos.

PIMENTA MURUPI

Pimenta MurupiNome científico: Capsicum chinense
Cor: Verde (imaturo), amarela pálida, amarela viva ou vermelha (maduro)
Tamanho: 3,5 a 6,0 X 1,0 cm
Formato: Alongado
Pungência: Picante média a alta. SHU = 15.000 a 30.000
Aroma: Forte e característico
Usos: Condimentos, molhos misturado ao caldo do tucupi e conservas com vinagre, óleo ou soro de leite

PIMENTA JALAPEÑO

Pimenta JalapeñoNome científico: Capsicum annuum var. annuum
Grau de Ardência: 35.000
Cor: Verde clara ou escura (imaturo), vermelha (maduro)
Tamanho: 5,0 a 8,0 X 2,5 a 3,0 cm
Formato: Cônico, triangular
Pungência: Picante médio. SHU= 2.500 a 5.000
Aroma: Alto
Características especiais: Paredes grossas e estrias
Usos: Consumo fresco, molhos líquidos, conservas em vinagre ou azeite e desidratados condimentos)

PIMENTA DEDO-DE-MOÇA

Pimenta Dedo de Moça Nome científico: Capsicum baccatum var. pendulum
Outros nomes: Chifre-de-veado, pimenta vermelha e calabresa
Cor: Vermelha (maduro)
Tamanho: 7,0 a 7,5 X 1,0 a 1,5
Formato: Alongado
Pungência: Picante baixo. SHU = 500 a 2.500
Aroma: Baixo
Usos: Molhos líquidos, conservas e calabresa (desidratado na forma de flocos com sementes)

PIMENTA CUMARI-DO-PARÁ

Pimenta Cumari-do-ParáNome científico: Capsicum chinense.
Grau de Ardência: 220.000.
Formato dos frutos: Triangular
Tamanho dos frutos: 3,0 x 1,0 cm.
Coloração dos frutos: Amarelo.
Pungência: Picante alto.
Aroma: Médio.
Uso: Principalmente em conservas.

Fonte: www.agrosolpimentas.com.br


Pimentas - Tipos I

Pimenta Americana ou Doce

Apresenta frutos alongados de cor verde intenso e brilhante.
É uma pimenta de baixo aroma e pungência doce, utilizada no preparo de vários pratos da comida brasileira, muitas vezes substituindo o pimentão.

Pimenta Branca

A pimenta branca é a pimenta do reino madura e seca que é descascada.
Bem menos picante do que a pimenta preta é encontrada em pó ou em sementes.
É utilizada em maioneses, peixes, molhos brancos, sopas claras e no tempero de saladas.

Pimenta Cambuci ou Chapéu-de-Frade

Apresenta frutos verdes (imaturos) e vermelhos (maduros) na forma de campânula ou sino.
De pungência doce e aroma baixo é utilizada em saladas e cozidos.

Pimenta Chili

Proveniente do México, é uma pimenta extremamente picante, utilizada no preparo de pratos mexicanos e italianos.
Ideal para sopas, cremes, molhos cremosos e de tomate, frutos do mar, carnes, aves, vegetais e coquetéis

Pimenta Dedo-de-Moça

Apresenta frutos alongados de coloração verde (imaturo) e vermelho (maduro), pugência picante baixo e aroma baixo.
Mais suave que a malagueta e ligeiramente mais picante que a jalapeno, é uma pimenta saborosa que pode ser encontrada líquida, fresca, em conserva ou desidratada na forma de flocos com sementes, recebendo no nome de pimenta calabresa.
É muito utilizada em molhos e uma grande variedade de pratos.

Pimenta Habanero

Originária do Caribe e da Costa Norte do México, foi a primeira pimenta a ser cultivada pelos Maias.
É utilizada fresca, seca ou em molhos.
Tem um sabor muito forte que persiste na boca. As suas cores variam entre amarelo, laranja e vermelho.


Pimenta Malagueta

Apresenta variedades com pugência de médio a alto e baixo aroma e frutos alongados verde (imaturos) e vermelho (maduros).
É muito utilizada em molhos de pimentas, conservas, como condimento no preparo de peixes, carnes, em feijoadas e no acarajé.

Pimenta-da-Jamaica

Semente aromática, nativa das Américas e do Oriente que se encontra em pó ou grãos. É pouco picante e ligeiramente adocicada.
De coloração marrom, possui sabor e perfume que evocam a noz-moscada, o cravo e a canela.
É utilizada em conservas de legumes, carnes de caça, frutos do mar, alguns patês, doces, tortas e pudins

Pimenta-do-Reino

A pimenta do reino é uma das especiarias mais antigas e mais utilizadas no mundo.
Pequena e de formato arredondado, tem um sabor forte e levemente picante.
Originária das florestas equatoriais da Ásia, principalmente Índia, apresenta coloração verde (imaturas) e vermelha (maduras).
Seca ou conservada em salmoura, mantém a cor original dependendo do seu estágio de amadurecimento.
Quando fervidas e depois secas, tornam-se negras e por isso são também conhecidas como pimenta preta.

Pimenta-do-Reino Verde

É a pimenta do reino colhida em seu estagio inicial de desenvolvimento, quando ainda está verde. E utilizada em pratos como o steak de filé mignon com poivre vert (pimenta verde em francês).

Tabasco

Originária do Chile, é encontrada também na Louisiana, onde existe uma grande companhia de pimentas que leva seu nome e a tornou famosa. É uma pimenta saborosa e bastante picante.


Pimentas - Tipos II

Pimenta Calabresa

A pimenta calabresa não é uma espécie de pimenta, é apenas uma pimenta desidratada que se comercializa na forma de flocos com sementes ou em pó.
No Brasil utiliza-se a pimenta dedo-de-moça. Na Europa, principalmente Itália, a pimenta Pepperoncini.
Deve ser utilizada com moderação pois o processo de secagem acentua bastante o sabor e a pungência das pimentas. Utiliza-se na preparação de molhos picantes, lingiça, lombo, carnes e peixes.

Pimenta Rosa

A pimenta rosa não é uma pimenta, é o bago seco da araroeira, uma espécie pioneira e nativa do Brasil, parente do caju, da manga e do cajá mirim. O que lhe confere esse nome são seus pequenos frutos que durante a maturação apresentam coloração brilhante e lustrosa, que vai do rosa claro até o vermelho escarlate, semelhante a uma pequena pimenta.
Dependendo da região onde se desenvolve é conhecida como aroeira, aroeira-vermelha, aroeira-pimenteira, pimenta do Brasil, aroeirinha, pimenta brasileira, entre outros nomes.
No exterior foi introduzida na cozinha européia, pelo seu sabor suave, adocicado e levemente apimentado, com o nome de poivre rose.

Pimenta Síria

A pimenta síria é uma mistura de pimenta-da-jamaica, pimenta-do-reino, canela, cravo da índia e noz-moscada, muito utilizada no preparo de pratos árabes.


Pimenta-de-Caiena

Originária da Guiana Francesa é uma mistura de pimentas vermelhas como a malageta, dedo-de-moça entre outras. Encontrada em pó na coloração vermelha, tem sabor forte e pungente.
É bastante utilizada nas cozinhas mexicana e tailandesa para temperar molhos, peixes e aves.

Fonte: batuquenacozinha.oi.com.br


As pimentas e os pimentões pertencem à família Solanaceae e ao gênero Capsicum. É cultivada principalmente nos estados de MG, BA e GO. Consumidas no Brasil, principalmente na forma de conserva de fruto inteiro em vinagre ou azeite.

A pungência ou picância das pimentas deve-se a presença da capsaicina. A substância química que dá à pimenta o seu caráter ardido é exatamente esta que possui as propriedades benéficas à saúde. A capsaicina têm propriedades medicinais comprovadas, atua como cicatrizante de feridas, antioxidante, dissolução de coágulos sanguíneos previne a arteriosclerose, controla o colesterol, evita

hemorragias, aumenta a resistência física. Além disso, influencia a liberação de endorfinas, causando uma sensação de bem-estar muito agradável, na elevação do humor.

CLIMA E SOLO
É cultivada em regiões de clima tropical com precipitação pluviométrica variável de 600 a 1.200 mm e uma temperatura média de em torno de 25ºC. Temperaturas inferiores a 15ºC prejudica o desenvolvimento vegetativo da planta. O solo mais recomendado é o que apresenta textura leve com pH entre 5,5 a 6,0 com boa drenagem.

VARIEDADES
As variedades de pimenta mais cultivadas no Brasil são:

a) pimenta malagueta - fruto de 2cm de comprimento e em média 0,5 cm de largura e coloração vermelha forte.

b) pimenta comari - fruto esférico e vermelho-escuro

c) pimenta de cheiro - fruto esférico e cor amarela

d) pimenta chifre de veado - cor vermelha ou amarela e frutos com 5 a 7 cm de comprimento e 1,5 de largura e apresentam curvas na extremidade.

PLANTIO
Nas regiões mais frias, o plantio deve ser feito de agosto a outubro e nas regiões mais quentes em qualquer época do ano. As sementes 2 ou 3 g por metro quadrado vão primeiro para sementeiras, distribuídas em sulcos distanciados 10 cm. Um grama contém 300 sementes. Para o plantio de 1 ha é preciso cerca de 300g de sementes. A germinação ocorrerá de 15 a 20 dias após o plantio e as mudinhas devem ser mudadas

quando apresentarem de 4 a 6 folhas.As mudas devem ser transplantadas para o campo, canteiro ou vaso, com 15-20 cm de altura, cerca de 50-60 dias após a semeadura.

ADUBAÇÃO E CALAGEM
Fazer a correção da acidez do solo e adubação com base na análise química do solo. O solo deve ter boa drenagem e pH entre 5,5 a 6,8. Aplicar calcário para elevar a saturação de bases a 80%. Em situações onde é muito difícil fazer a análise química do solo, existem algumas aproximações que auxiliam o produtor quanto às quantidades e tipos de adubos a serem utilizados.

Recomenda-se o uso de 1 a 2 kg de esterco de curral curtido, 200 g de superfosfato simples e 20 g de cloreto de potássio por metro linear. A adubação com micronutrientes é importante, recomenda-se 2 kg/ha de B, 2 kg/ha de Zn e 10 kg/ha de S.

Até a fase de florescimento, as adubações de cobertura são feitas com em intervalos de 30-45 dias até o final do ciclo. Normalmente utilizam-se 30 kg/ha de N e 30 kg/ha de K2O.

TRATOS CULTURAIS
Manter a área livre de plantas daninhas por meio de capinas. As hastes lenhosas da maioria das variedades de pimenta dispensam o uso de tutor. Fazer a adubação de manutenção, utilizando 20 g de sulfato de amônio em cobertura com cerca de 30 dias após o plantio.

PRAGAS E DOENÇAS
Os insetos e ácaros estão associados com o cultivo desde a sementeira até a colheita dos frutos. A maioria das espécies não causa dano econômico e algumas são consideradas benéficas, podendo ser predadores de outros insetos. A forma mais eficiente e econômica de prevenir os danos causados por

pragas e doenças é através do monitoramento da cultura Portanto é prudente consultar um técnico com experiência e conhecimento na área de controle de pragas e doenças.

COLHEITA E RENDIMENTO
A colheita é feita manualmente, de 100 a 120 dias após o plantio. O rendimento médio por ha varia de cultivar para outra. A malagueta produz 10 t/ha. A colheita no primeiro ano sempre é maior, muitos plantadores preferem renovar anualmente as suas culturas.

COMPOSIÇÃO
O valor nutricional da pimenta é relativamente alto, por constituir boas fontes de vitaminas, principalmente C e, em tipos ingeridos secos, vitamina A. Apresenta ainda cálcio, ferro, caroteno, tiamina, niacina, riboflavina e fibras

COMERCIALIZAÇÃO
O mercado para a industrialização da pimenta consiste, basicamente, na secagem, na conserva do fruto inteiro e na produção de molho. No processo de conserva do fruto inteiro, a pimenta é acondicionada em embalagens de vidro em solução com álcool, cachaça, vinagre, óleo de cozinha ou azeite. A variedade deve apresentar frutos com boa aparência, uniformidade no tamanho e na forma, polpa firme e boa conservação. Geralmente se comercializa em caixas de 12 kg. As pimentas menores são embaladas em garrafas, em conserva com vinagre, sal e óleos comestíveis. É muito comum a comercialização em feiras livres ou indústrias de conservas.

Fonte: www.ceplac.gov.br

Partes usadas da Pimenta.




Seus frutos secos com casca (pimenta negra) ou sem ela (pimenta branca)

Família

Piperáceae

Características

Trepadeira originária da India e sudeste asiático, cujos frutos são bagas vermelhas.

Dicas de Cultivo

A pimenteira-do-reino necessita do solo profundo, com mais de 120 cm sem qualquer impedimento. Solos com profundidade inferior a 75 cm são considerados inadequados para a cultura. Adapta-se e desenvolve-se em diversos tipos de solos.

Outros Nomes

Pimenta-preta, pimenta-da-india, motanga, malago. Port.: pimenta, pimenta-comum, pimenta-negra, pimenta-branca, pimenta-da-india, pimenta-canarim, pimenta-redonda; Esp.: pimentero, pimienta [blanca de la india], pimienta negra [de la india],; Fr.: poivrier; Ing.: peper [common], white pepper.

Princípio ativo

Alcalóides e resinas dentre outros.

Propriedades

Carminativa, tônico estomacal, febrífuga, parasiticida, afrodisíaca de efeitos leves.

Indicações

É indicada para aumentar a produção de sucos digestivos, é também indicada para a redução de gases. Como condimento, é um afrodisíaco leve.

Toxicologia

Ingerida em abundância produz irritação das mucosas digestivas e urinárias, bem como aumento da pressão arterial. É contra-indicada aos que sofrem de gastrite, úlceras, pancreatite, hemorróidas e hipertensão.

Fonte: www.cantoverde.org

O que são as pimentas?

Ervas, especiarias, vegetais, condimentos, decoração? É tudo isso. Depois do sal, é o condimento mais utilizado no mundo e encontrado em quase todos os lugares atualmente.
As pimentas são originárias das Américas e foi no tempo do Descobrimento que elas foram introduzidas no resto do mundo: Europa, Ásia e África. Os espanhóis e portugueses foram os primeiros, fora os nativos, que mantiveram contato com esta planta e daí em diante levaram para todos os lugares, adquirindo características e nomes próprios em cada um deles, fazendo parte de cada cultura. Os índios das Américas já utilizavam as pimentas de forma contínua em sua alimentação, os europeus iniciaram sua domesticação.
Os pontos "quentes" no mundo das comidas picantes são: México, Guatemala, a maior parte do Caribe e África, parte da América do Sul, Índia, Indonésia, Malásia, Coréia, Tailândia, sudoeste da China, os Balcãs e América do Norte. A culinária é uma das mais características e menos complicadas expressões da cultura de um povo. Os nativos destas regiões quentes eram acostumados a comer comidas condimentadas e a nova planta foi logo bem vinda.

Pimentas

As pimentas pertencem ao gênero Capsicum, da mesma família da batata, tabaco, petúnia entre outras. Ao longo dos anos as plantas foram sendo domesticadas e sua cor, sabor tamanho e forma foram se modificando pela seleção humana. Sua ardência, única no reino vegetal, resulta da presença de um grupo de alcalóides específicos. Existem mais de vinte e cinco espécies conhecidas. A maneira mais correta de identificação são pelas flores e não pelo fruto
Seu nome varia muito em cada lugar onde é cultivada e a mesma planta pode receber vários nomes. Uma mesma planta pode sofrer alterações de acordo com o local, ensolação, temperatura e umidade em que é plantada.
O termo "Chile" é um pouco confuso; pimenta (Brasil), chile, chilli, Aji, páprica e Capsicum são alguns dos termos usados para designar as pimentas, plantas do gênero Capsicum. A palavra Capsicum vem do grego "kapto" que significa " morder " (uma referência à sua ardência ou calor). Para confundir ainda mais o assunto, a pimenta pode ser chamada de doce ou quente.
Do dialeto Nahuatl do idioma Asteca, surgiu o nome Chiltepin. Este era o nome dado a uma das variedades conhecidas de pimentas mais antigas. Acredita-se que o nome é uma união das palavras chile e tecpintl e sua combinação traduz-se: "Chile Pulga" que é atribuída ao gosto picante da pimenta chile. Através dos tempos o nome foi sofrendo alterações do nome original: chile + tecpintl para chiltecping, para chiltepin, para chilepiquin. Os últimos dois nomes são razoavelmente conhecidos. O nome botânico moderno usado pelos taxonomistas para esta variedade é Capsicum annuum var. aviculare.
Hoje em dia, a versão "chili" identifica um tipo de prato, que é uma combinação de carne e pimentas ardentes. Em algumas receitas, serão somados também feijões.
Pimenta de "sino" (Bell) ou pimenta doce, geralmente refere-se às pimentas não picantes ou pouco picantes, de aspecto maciço (pimentão), enquanto a pimenta chile significa as variedades de pimentas ardentes ou quentes, que nós adoradores de pimentas tanto apreciamos.

As pimentas parecem ter surgido a 7.000 anos AC na região do México Central. O primeiro europeu a descobrir foi Cristóvão Colombo em uma das suas viagens históricas para a América em 1493. Ele estava procurando uma fonte alternativa de pimenta preta, que na ocasião era o condimento favorito na Europa. O que ele "descobriu" era um fruto vermelho pequeno, muito usado pelos nativos americanos à séculos - a pimenta vermelha. Colombo os chamou "pimiento", palavra espanhola para pimenta preta. Capsicum não está relacionado ao gênero Piper, que contém Piper nigrum L., a fonte de pimenta preta e pimenta branca. Após um século, as pimentas vermelhas tinham se espalhado por todos os continentes.

A pimenta vermelha é nativa do Hemisfério Ocidental e provavelmente evoluiu de uma forma ancestral na região da Bolívia e Peru. As primeiras pimentas consumidas foram coletadas provavelmente de plantas selvagens. Aparentemente os índios já cultivavam pimentas entre 5200 e 3400 A.C., o qual coloca as pimentas entre as plantas cultivadas mais antigas das Américas. Os americanos pré-históricos pegaram a pimenta selvagem Piquin e a selecionaram nos vários tipos hoje conhecidos.
Não é exatamente conhecido quando foram introduzidas as pimentas no Novo México. Elas podem ter sido usadas pelo nativos indígenas como um medicamento, uma prática comum entre o Maias. Até que o espanhol chegasse no México, os fazendeiros Astecas já tinham desenvolvido dúzias de variedades. Indubitavelmente, estas pimentas foram as precursoras do grande número de variedades achadas hoje no México. Se foram comercializadas pimentas nos pueblos de Novo México ainda não está claro. Porém, as pimentas são cultivadas Novo México durante pelo menos quatro séculos.

Aspectos Nutricionais

Pimentas não são apenas boas mas também nutritivas. Elas contém mais vitamina A que qualquer outra planta e são excelente fonte de vitamina C e B. Elas possuem também quantidade significante de magnésio, ferro e aminoácidos. As pimentas aumentam a taxa metabólica do organismo e este efeito térmico faz com que aproximadamente 6 gramas de pimenta queimem cerca de 45 calorias. Mas as pessoas não comem pimenta pelas vitaminas ou minerais mas pela sua ardência e todas, inclusive as ornamentais, são comestíveis.

Aroma, Cor e Sabor

O componente do sabor é encontrado na parte mais externa da planta, muito pouco internamente e nada nas sementes. Cor e sabor caminham lado a lado e o "condimento" parece estar associado com o pigmento carotenóide. Cores e sabores fortes estão intimamente ligados. Pimentas vermelho vivo são superiores em sabor que as verdes. A variedade Habanero é uma das mais aromáticas e seu sabor inigualável. É considerada a mais forte que existe. Sabor e cheiro são percepções distintas que adicionam agradável sensação quando comemos.
A cor é em elemento importante na composição de um prato. Poucas comidas são mais estimulantes que um prato com pimentas vermelha, amarela, verde, marrom, laranja e púrpura. Toda pimenta muda de cor de acordo com sua maturação, indo do verde para outra matiz, principalmente o vermelho.
Fonte: www.geocities.com

História da Pimenta

O cultivo de pimentas era uma característica de tribos indígenas brasileiras na época do descobrimento do Brasil.
Após esse período, as sementes e frutos de pimentas passaram a ser consumidas por povos de todas as origens, em quatidades crescentes e para os mais diversos usos.
A pimenta no município de Turuçu, conhecido como "Capital Nacional da Pimenta", começou a ser cultivada há mais de um século, visto que produtores com mais de 60 anos afirmam que a exploração comercial na região já era realizada por seus pais.

Propriedades:

A pimenta, condimento de sabor picante, traz consigo alguns mitos, de uqe provoca pressõa alta, gastrite, úlceras e hemorróidas. Estudos realizados comprovam que a pimenta traz muitos benefícios à saúde. A capsaicima que dá o ardido da pimenta é que possue propriedades benéficas à saúde:
Rica em vitamina A, B1, B2, C, E e niacina
Tem propriedades analgésicas e energéticas
Reduz a formação de coágulos no sangue e é vasodilatadora
Atua no cérebro estimulando a produção de endorfina, hormonio que produz a sensação de bem estar
A capsaicina tem ação antioxidante, antiinflamatório e anti-câncer
A capsaicina adicionada à dieta pode reduzir o desejo de comer, sendo benéfico ao tratamento da obesidade
Fonte: www.cpact.embrapa.br

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Molho de Pimenta





Histórico

O molho de pimenta sempre teve importância na culinária nacional e internacional. Países como México e outros da América Central apreciam muito a pimenta in natura e principalmente na forma de molho. No Brasil, esta iguaria também é muito apreciada, principalmente nos estados do nordeste. Na Bahia, por exemplo, o molho de pimenta é acompanhamento indispensável no preparo do acarajé, vatapá, bobó de camarão, muqueca de peixe e etc.

Definição

Segundo a legislação vigente no Brasil, os condimentos ou temperos são produtos constituídos de uma ou diversas substancias sápidas, de origem natural. Podendo ou não possuir sem valor nutritivo e sendo empregado nos alimentos com o fim de modificar ou exaltar ou ainda caraterizar o seu sabor. Por tanto o molho de pimenta, fica adequadamente enquadrado na Resolução - CNNPA nº 12, de 1978 publicada no diário Oficial da União de 24 de julho de 1978.

Atributos de qualidade:

Sabor

Picante, de acidez própria, como esperado pelo consumidor. Esta característica é afetada pelas etapas:de colheita e recepção, de seleção, de maturação, de cozimento e de mistura.

Cor

face="Arial">Vermelho característico, uniforme, característica da pimenta malagueta. Para isso os frutos devem apresentar estado de maturação homogêneo. Esta característica é afetada pelas etapas: colheita e recepção, de seleção, de maturação, de remoção de indesejáveis, de cozimento, de homogeneização e de armazenamento.

Aroma

Próprio do produto, devido ao estado de maturação da pimenta. Esta característica é afetada pelas etapas:colheita e recepção, de seleção, de maturação e de cozimento.

Fluidez

O molho deve possuir fluidez adequada para que possa ser adicionado em pequenas gotas em receitas ou diretamente em lanches ou saladas. O produto deve ser um líquido viscoso, porém sem que atinja as características de uma pasta. Esta característica é afetada pelas etapas: de despolpagem e de homogeneização.

Ausência de sólidos decantados

Ao permanecer exposto à venda, o produto não deve precipitar, pois confereria ao mesmo um aspecto desagradável. Esta característica é afetada pelas etapas: de despolpagem e de homogeneização.

INGREDIENTES:
O tradicional molho de pimenta é feito com vinagre, pimenta e sal e envelhecido em barris carvalho.

O sal para consumo humano, segundo a legislação é cloreto de sódio cristalizado, extraído de fontes naturais, adicionado obrigatoriamente de iodo. No molho de pimenta, o sal é utilizado como conservante natural, uma vez que em concentrações adequadas, diminui a atividade de água dos alimentos, inibindo o crescimento microbiano.

O vinagre, isoladamente, ou vinagre de vinho é o produto obtido da fermentação acética do vinho. Assim como o sal, o vinagre também será utilizado como um conservante (diminuindo o pH do produto), bem como para a obtenção do produto em forma viscosa, uma vez que se utiliza apenas a pimenta, o sal e o vinagre.

COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL
Quantidade por porção
Porção: 1 colher de chá (5ml) % VD
Calorias: 0 0
Gordura total: 0 0
Sal: 30mg 1
Carboidrato: 0g 0
Proteínas: 0g 0
Vitamina A: 0,3mg 4
Valores diários de referência com base em uma dieta de 2.000 calorias.

Ardência da Pimenta

Em 1912 um químico chamado Wilbur Scoville que trabalhava para a companhia farmacêutica Parker Davis desenvolveu um método para medir o nível de "calor" das pimentas. O teste foi chamado depois de, " Scoville Organoleptic Teste ".

No teste original, Wilbur misturou pimentas puras moídas com açúcar e água. Provadores tomavam a solução em concentrações crescentemente diluídas, até que eles alcançaram o ponto que o líquido já não queimava a boca. Um número foi então dado a cada pimenta, baseado em quanto precisou ser diluída até que eles já não pudessem provar (sentir) o calor. É um procedimento de diluição subjetivo, levando em conta o gosto.

A ardência (ou fator de calor) das pimentas é medida em múltiplos de 100 unidades. Da Sweet Bell, zero unidades de Scoville ao poderoso Habanero, 300,000 unidades de Scoville! A substância que faz uma pimenta tão quente é chamada Capsaicina, que fica entre 15,000,000 e 16,000,000 unidades de Scoville!

Variedades para Industrialização:

Malagueta (Capsicum frutescens)
Arbusto medindo de 0,90 a 1,20 m, bem esgalhado e caule tortuoso. Frutos de coloração vermelha, 15 a 35 mm de comprimento e 5mm de diâmetro transversal. Possui cachos com três a cinco frutos voltados para cima. A Malagueta é um cultivar muito popular aqui no Brasil. Essa variedade é muito utilizada na fabricação de molho de pimenta.

Chifre-de-veado
Também conhecida como dedo-de-moça, arbusto com 1 metro de altura e caule tortuoso, frutos de coloração vermelha medindo 75 mm de comprimento e 15 mm de diâmetro transversal, sendo curtos e afilados.

Comum
Arbusto com mais de 1 m de altura, com caule não tortuoso. Os frutos são maiores que a variedade Chifre-de-veado, vermelhos, eretos ou pendentes e ,às vezes com a extremidade curva.

Cumari
Arbusto de menor porte que os anteriores, com 0,70 a 0,80 m de altura e internódios curtos. Os frutos são vermelhos, ovais, arredondados ou periformes, com menos de 1 cm de diâmetro.

Sertãozinho
É uma pimenta doce, são frutos grandes e alongados e vermelhos.

Fonte: www.ufrgs.br

Aspectos Nutricionais



São um alimento extremamente nutritivo. Contém vitamina A, B e C além de quantidade significante de magnésio, ferro e aminoácidos. O Ácido Fólico e o Betacaroteno presentes nas pimentas tem poderes anti-cancerígenos.

As pimentas aumentam a taxa metabólica do organismo e este efeito térmico faz com que aproximadamente 6 gramas de pimenta queimem cerca de 45 calorias.

Cores e sabores fortes estão intimamente ligados. Pimentas vermelho vivo são superiores em sabor que as verdes. Além disso tudo, toda pimenta muda de cor de acordo com sua maturação, indo do verde para outra matiz, principalmente o vermelho.

A Capsaina presente na pimenta protege a mucosa contra os danos causados por álcool, estimula a salivação e limpa os dentes, garantindo gengivas fortes e sadias.

As pimentas realçam o sabor dos alimentos e, dependendo do prato, deve-se diferenciar a variedade para combinar o sabor e o ardume. A ardência da pimenta, única no reino vegetal, resulta da presença de um grupo de alcalóides específicos.

Pimenta de "sino" (bell) ou pimenta doce, geralmente refere-se às pimentas não picantes ou pouco picantes, de aspecto maciço (pimentão), enquanto a pimenta Chile significa as variedades de pimentas ardentes ou quentes.

Depois do sal, é o condimento mais utilizado no mundo e encontrado em quase todos os lugares atualmente.

Dentre suas propriedades terapêuticas podemos destacar ser um antibiótico natural e ter propriedades cicatrizantes.

Fonte: www.vivamexico.com.br

Breve história da Pimenta...




O que são as pimentas?
Ervas, especiarias, vegetais, condimentos, decoração? É tudo isso. Depois do sal, é o condimento mais utilizado no mundo e encontrado em quase todos os lugares atualmente. As pimentas são originárias das Américas e foi no tempo do Descobrimento que elas foram introduzidas no resto do mundo: Europa, Ásia e África. Os espanhóis e portugueses foram os primeiros, fora os nativos, que mantiveram contato com esta planta e daí em diante levaram para todos os lugares, adquirindo características e nomes próprios em cada um deles, fazendo parte de cada cultura. Os índios das Américas já utilizavam as pimentas de forma contínua em sua alimentação, os europeus iniciaram sua domesticação.
As pimentas parecem ter surgido a 7.000 anos AC na região do México Central. O primeiro europeu a descobrir foi Cristóvão Colombo em uma das suas viagens históricas para a América em 1493. Ele estava procurando uma fonte alternativa de pimenta preta, que na ocasião era o condimento favorito na Europa. O que ele "descobriu" era um fruto vermelho pequeno, muito usado pelos nativos americanos à séculos - a pimenta vermelha. Colombo os chamou "pimiento", palavra espanhola para pimenta preta. Capsicum não está relacionado ao gênero Piper, que contém Piper nigrum L., a fonte de pimenta preta e pimenta branca. Após um século, as pimentas vermelhas tinham se espalhado por todos os continentes.
A pimenta vermelha é nativa do Hemisfério Ocidental e provavelmente evoluiu de uma forma ancestral na região da Bolívia e Peru. As primeiras pimentas consumidas foram coletadas provavelmente de plantas selvagens. Aparentemente os índios já cultivavam pimentas entre 5200 e 3400 A.C., o qual coloca as pimentas entre as plantas cultivadas mais antigas das Américas. Os americanos pré-históricos pegaram a pimenta selvagem Piquin e a selecionaram nos vários tipos hoje conhecidos.
Não é exatamente conhecido quando foram introduzidas as pimentas no Novo México. Elas podem ter sido usadas pelo nativos indígenas como um medicamento, uma prática comum entre o Maias. Até que o espanhol chegasse no México, os fazendeiros Astecas já tinham desenvolvido dúzias de variedades. Indubitavelmente, estas pimentas foram as precursoras do grande número de variedades achadas hoje no México. Se foram comercializadas pimentas nos pueblos de Novo México ainda não está claro. Porém, as pimentas são cultivadas no Novo México durante pelo menos quatro séculos.

Pimenta

PIMENTA DA JAMAICA


Pimenta é o nome comum dado a várias plantas, seus frutos e condimentos deles obtidos, de sabor geralmente picante. Porém, este termo tem acepções diferentes nos vários países lusófonos.

No Brasil, o termo refere-se tanto às espécies de Capsicum como às de Piper e Pimenta. Já o termo pimento ou pimentão é utilizado para as variedades doces de Capsicum annum, também designadas como pimentas-doces. As variedades de Piper nigrum são designadas por pimenta-do reino. O termo malagueta ou pimenta-malagueta é usado para variedades de Capsicum frutescens.

Em Portugal, o termo não é geralmente aplicado para as plantas do género Capsicum, para o qual se usam usualmente os termos pimento, malagueta ou piripíri (sendo o primeiro mais usado para as variedades mais doces de Capsicum annuum e os restantes para as variedades picantes, referindo-se o termo piripíri geralmente a Capsicum frutescens), sendo aplicado sobretudo para os géneros Piper e Pimenta e para condimentos obtidos a partir de Capsicum, como a pimenta-de-caiena.

Em Moçambique as variedades de Piper são chamadas pimenta-redonda; piripíri refere-se aos frutos pequenos de Capsicum frutescens e malagueta às variedades de tamanho maior enquanto em Angola o termo preferido é jindungo.

Além das referidas acima, existem várias outras plantas, que não sendo usadas como especiarias, são também denominadas de pimentas.

Piper Pimenta-preta, Piper negrum, também pimenta-redonda ou pimenta-do-reino
Pimenta-de-são-tomé - Piper guineense
Pimenta-longa - Piper longum
Capsicum Capsicum annuum
Capsicum baccatum - variedades: pimenta-dedo-de-moça, pimenta-cumari, chifre-de-veado e cambuci. No Brasil também pimenta-calabresa.
Capsicum frutescens
Capsicum chinense
Capsicum pubescens
Pimenta-de-caiena - geralmente produzia a partir de C. frutescens
Pimenta-malagueta - variedade de C. frutescens, também chamada piripíri, jindungo ou malagueta
Pimenta-murupi - variedade de C. chinense cultivada no Brasil
Jalapeño - variedade de C. annuum
Pimenta-doce - pimentão, pimento, variedade de C. annuum
Savina-vermelha - variedade de C. chinense
Naga Jolokia - provável híbrido de C. chinense e C. frutescens
Pimenta-da-jamaica - Pimenta dioica
Pimenta síria - uma mistura de especiarias
Pimenta-da-áfrica - Xylopia aethiopica
Pimenta-de-macaco - Xylopia aromatica
Aroeira - Schinus molle e Schinus terebinthifolius
Pimenta-de-sichuan - Zanthoxylum piperitum
Pimenta-da-guiné - Aframomum melegueta

sábado, 24 de setembro de 2011

Tudo o que a batata tem de bom...




Há relatos de que o cultivo da batata tenha sido iniciado pelos povos incas, há cerca de um milênio, na tentativa de encontrar um alimento alternativo para o milho, que não crescia no local.O nome e a divulgação deste alimento na Europa, no entanto, se deu por meio de Francis Drake um navegador que, segundo conta a história, serviu-o em um banquete à rainha Elizabeth I.

No início a batata não foi bem aceita pelos europeus, até ser descoberta a batata frita, que logo se difundiu pela França e passou a ser apreciada em vários países do mundo.

Hoje, a batata é produzida em diversos países do mundo e consumida de formas diferentes (cozida, assada, frita, gratinada, amassada), dependendo do tipo e da quantidade de água que contêm. Batatas com baixo teor de água são indicadas para serem fritas e para preparar nhoques. Já as que têm alto teor de água, podem ser utilizadas para cozimentos, massas, purês e tortas. Para preparar batata assada recheada, o tipo mais recomendado é a 'batata inglesa'.

A batata não deve ser consumida na forma crua, pois ela possui uma substância tóxica chamada solanina, que pode ser prejudicial para a saúde se consumida em grandes quantidades. Da mesma forma, batatas verdes ou com brotos devem ser desprezadas. Assim, caso a batata tenha brotos na casca, retire-os completamente, para evitar consumir solanina. As batatas devem ser bem lavadas e escovadas, para remover todas as sujeiras e microorganismos da suas superfícies ásperas.

A batata pertence à família das convolvuláceas e têm atributos nutricionais indiscutíveis: ela é fonte de carboidratos - nutriente fornecedor de energia - que mais deve ser consumido na nossa alimentação. Além disso, ela contém vitaminas B e C, fibras e amido resistente (um tipo especial de fibras) que auxilia para o bom funcionamento intestinal e ajuda a prevenir doenças crônicas, como câncer e doenças do coração.

Por:Roberta Stella
Nutricionista formada pela Universidade de São Paulo (USP)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Desperdício

Há mais ou menos 8 Anos (setembro 2004) viajando para Pouso Alegre/MG tivemos a curiosidade de visitar uma pequena e simples instalação localizada às margens da rodovia no município de Congonhal/MG.

No local encontrava-se 04 jovens selecionando 01 caminhão de batatas com aproximadamente 300 sacos (50Kg). As batatas provenientes da região de Vargem Grande do Sul/SP foram descartadas por estarem fora dos padrões normais de comercialização, ou seja, danificadas por insetos, doenças ou graves danos mecânicos. Segundo informações, as batatas estavam sendo cortadas para eliminar as partes danificadas. As partes boas seriam vendidas à indústria de seleta, ou seja, mistura de vegetais que após processamento industrial são normalmente enlatadas e o restante das batatas seriam destinadas às vacas, porcos, galinhas e patos.

Na ocasião 01 saco (50 kg) de batata especial estava sendo vendido de R$ 50,00 R$ 60,00 aos atacadistas, enquanto a batata destinada a indústria de seleta de vegetais vendida a R$ 10,00 tendo custado apenas
transporte e a dedicação dos 04 jovens. Esta situação nos leva a descobrir uma alternativas que alguns produtores de batata encontraram para sua subsistência e a concluir que a iniciativa e dedicação daqueles jovens servem como exemplo para evitar desperdício de alimentos no Brasil. Considerando que no Brasil se planta 100.000 ha de batata e se a produtividade média atingir 20 ton/ha a produção e de milhões de toneladas por ano. Esta previsão permite as seguintes conclusões:

-Se o descarte alcançar ate 5% da produção estamos jogando fora 100.000 toneladas, seja, 5.000 ha... mais de 6.500 caminhões toneladas)...

- Se considerarmos o custo de produção médio de R$ 10.000,00 / ha, estamos jogando fora R$ 50.000.000,00...

- Se considerarmos o consumo per capita de 15kg/pessoa/ano, mais de 6,5 milhões pessoas deixaram de comer batatas...

Iniciaremos essa semana falando da batata.

PLANTAÇÃO DE BATATAS NO SUL DO BRASIL.


Batata ou semilha(Solanum tuberosum) é um vegetal perene da família das solanáceas, originária da América do Sul cultivada em todo o mundo pelos seus tubérculo comestíveis.

Existem seis outras espécies do género Solanum, com menor importância. A relação da batata com a batata-doce é bem pequena porque os vegetais não compartilham do mesmo gênero ou família, fazendo parte apenas da mesma ordem. Actualmente cultivam-se milhares de variedades de batata.

Origem

Plantação de Batata na Região Sul do Brasil. Conhecida por Batata Inglesa.A batata é originária do altiplano dos Andes e em 1570 foi levada do Peru para a Europa pelos conquistadores espanhóis como mera curiosidade botânica para, com o passar do tempo, vir a se tornar um dos vegetais mais utilizados na alimentação humana em todo o mundo.

A batata já era cultivada pelos habitantes da América do Sul desde eras imemoriais. Os mais antigos restos destes tubérculos cultivados (e também de batata-doce) foram encontrados dentro de cavernas situadas a cerca de 2800 metros de altitude no canion Chilca na região costeira do Peru (a 65 Km a sudeste da capital Lima). Estes restos (como o substrato que os continha) foi datado de 8000 a.C. período glaciário do fim do pleistoceno, quando aqueles planaltos andinos estavam cobertos de gelo.

Recente pesquisa baseada no DNA comprovou que todas as variedades da batata descendem de uma única variedade de planta originária do sul do Peru. Esta mesma pesquisa evocou evidências arqueológicas de que o vegetal ali já era cultivado há 7.000 anos para efeitos de alimentação humana.

O nome batata na língua portuguesa se originou da palavra "papa" que designa a planta e tubérculo na língua quíchua.Ainda em nossos dias, nos países andinos, se produz e se comercializa ordinariamente mais de 200 variedades diferentes de batatas. Actualmente, a cultura mundial atinge a cifra de cerca de 300.000.000 toneladas/ano.
A batata é rica em grãos de amido, armazenados nos amiloplastos.
A batata tem vitamina B e C e é rica em ferro e zinco



Variedades:

O número de variedades de batata é bastante considerável, conhecendo-se actualmente mais de 3000. As mais cultivadas são:

Variedades de casca vermelha
Asterix híbrido (Cardinal x SVP Ve 709) de casca vermelha e polpa bastante amarela, com maturação semiprecoce a semitardia e rendimento alto, produz tubérculos de forma oval-alongada de tamanho grande e com um teor de matéria seca alto. É susceptível a alguns vírus sendo muito susceptível ao ataque da phytophthora nas folhas. Destina-se ao consumo em fresco e em batatas fritas.
Bartina híbrido (Saturna x ZPC 62-75) de casca vermelha e polpa bastante amarela, com maturação semiprecoce a semitardia e rendimento muito alto, produz tubérculos de forma redondo-ovalada de tamanho muito grande e com um teor de matéria seca baixo. Possui boa resistência à maioria dos vírus sendo moderadamente resistente ao ataque da phytophthora nas folhas. Destina-se ao consumo em fresco.
Désirée: híbrido (Urgenta x Depeche) de casca vermelha e polpa amarela clara, com maturação semiprecoce a semitardia e rendimento alto, produz tubérculos de forma oval-alongada de tamanho grande e com um bom teor de matéria seca. Possuí boa resistência a diversos vírus sendo muito susceptível ao ataque da phytophthora nas folhas. Destina-se ao consumo em fresco e em batatas fritas.
Kondor: híbrido (KO 61-333 x Wilja) de casca vermelha e polpa amarela clara, com maturação semiprecoce a semitardia e rendimento muito alto, produz tubérculos de forma oval-alongada de tamanho muito grande e com um teor de matéria seca muito baixo. Possuí resistência a diversos vírus sendo moderadamente resistente ao ataque da phytophthora.
Raja híbrido (Elvira x CB 70-162-23) de casca vermelha e polpa bastante amarela, com maturação semiprecoce a semitardia e rendimento muito alto a alto, produz tubérculos de forma oval de tamanho grande e com um teor de matéria seca bom a moderado. Possuí resistência a maioria dos vírus sendo susceptível ao ataque da phytophthora nas folhas. Destina-se ao consumo em fresco, batatas fritas e batatas fritas de pacote.
Romano híbrido (Draga x Désirée) de casca vermelha e polpa branco amarelado, com maturação semiprecoce e bom rendimento, produz tubérculos de forma redondo-ovalada de tamanho grande e com um teor de matéria seca moderado a baixo. Possuí resistência a alguns vírus sendo muito susceptível ao ataque da phytophthora nas folhas. Destina-se ao consumo em fresco.
Variedades de casca amarela
Alaska: híbrido (Mondial x Inra 79.84.88) de casca amarela e polpa amarela esbranquiçada, com maturidade medianamente precoce e alto rendimento, podendo apresentar até 11 tubérculos por planta. É uma variedade adequada para climas mais quentes, especialmente mediterrânicos.
Aminca híbrido (Resy x Amaryl) de casca amarela e polpa amarela clara, com maturação muito precoce a precoce e rendimento alto, produz tubérculos de forma oval-alongada de tamanho grande e com um teor de matéria seca moderado. Possuí boa resistência à maioria dos vírus sendo muito susceptível ao ataque da phytophthora nas folhas. Destina-se ao consumo em batatas fritas.
Baraka híbrido (SVP 50-358 x Avenir) de casca amarela clara e polpa amarela clara, com maturação tardia e rendimento muito alto, produz tubérculos de forma oval de tamanho muito grande e com um teor de matéria seca alto a bom. Possuí resistência a maioria dos vírus sendo muito susceptível ao ataque da phytophthora nas folhas. Destina-se ao consumo em batatas fritas e batatas fritas de pacote.
Bintje híbrido (Munstersen x Fransen) de casca amarela e polpa amarela clara, com maturação semiprecoce a semitardia e rendimento muito alto a alto, produz tubérculos de forma oval-alongada de tamanho grande e com um teor de matéria seca bom. Possuí resistência a alguns vírus sendo muito susceptível ao ataque da phytophthora nas folhas. Destina-se ao consumo em fresco, batatas fritas e batatas fritas de pacote.
Escort híbrido (Rental x Cebeco 64197-16) de casca amarela e polpa amarela claro, com maturação semiprecoce a semitardia e rendimento muito alto, produz tubérculos de forma redondo-ovalada de tamanho grande e com um teor de matéria seca moderado. Possuí resistência a alguns dos vírus que afectam a planta apresentando boa resistência ao ataque da phytophthora nas folhas. Destina-se ao consumo em fresco e batatas fritas de pacote.
Frieslander: híbrido (Gloria x 74 A3)de casca amarela e polpa bastante amarela, com maturação muito precoce e rendimento moderado, produz tubérculos de forma oval de tamanho grande e com um baixo teor de matéria seca. Possuí bastante resistência a diversos vírus sendo susceptível ao ataque da phytophthora nas folhas. Destina-se ao consumo em fresco.
Hermes: híbrido (DDR 5158 x SW 163/55) de casca amarela e polpa bastante amarela, com maturação semiprecoce a semitardia e rendimento alto, produz tubérculos de forma redonda-ovalada de tamanho muito grande e com um teor de matéria seca bom a moderado. Possuí boa resistência a diversos vírus sendo muito susceptível ao ataque da phytophthora nas folhas.
Jaerla: híbrido (Sirtema x MPI 19268) de casca amarela e polpa amarela clara, com maturação muito precoce a precoce e rendimento alto, produz tubérculos de forma redonda-ovalada de tamanho grande e com um teor de matéria seca baixo a muito baixo. Possuí resistência a diversos vírus sendo muito susceptível ao ataque da phytophthora nas folhas.
Kennebec: híbrido (Chippewa x Kathadin x Earlaine x W-ras) de casca amarela clara e polpa branca, com maturação semiprecoce a semitardia e rendimento alto, produz tubérculos de forma redonda-ovalada de tamanho muito grande a grande e com um teor de matéria seca bom. Possuí resistência a diversos vírus sendo bastante resistente ao ataque da phytophthora.
Monalisa: híbrido (Bierma A1-287 x Colmo) criado na Holanda e hoje muito cultivada em França e em Portugal. De casca amarela e polpa amarela clara, com maturação semitardia e rendimento muito alto, produz tubérculos de forma oval-alongada de tamanho muito grande a grande. Possuí resistência a diversos vírus sendo susceptível ao ataque da phytophthora. Destina-se ao consumo em fresco.
Picasso híbrido (Cara x Ausonia) de casca amarela e polpa amarela clara, com maturação semiprecoce a semitardia e rendimento muito alto, produz tubérculos de forma oval de tamanho muito grande a grande e com um teor de matéria seca moderado. Possuí resistência a alguns vírus sendo muito susceptível ao ataque da phytophthora nas folhas. Destina-se ao consumo em fresco.
Sinora híbrido (Agria x AM 70-2166) de casca amarela e polpa amarela claro, com maturação precoce e rendimento alto, produz tubérculos de forma redondo-ovalada de tamanho grande e com um teor de matéria seca bom. Possuí resistência à maioria dos vírus que afectam a planta sendo susceptível ao ataque da phytophthora nas folhas. Destina-se ao consumo em batatas fritas e batatas fritas de pacote.
Spunta híbrido (Béa x USDA x 96-56) de casca amarela e polpa amarela clara, com maturação semiprecoce e rendimento muito alto, produz tubérculos de forma alongada de tamanho grande e com um teor de matéria seca moderado. Possuí boa resistência a diversos vírus sendo muito susceptível ao ataque da phytophthora nas folhas. Destina-se ao consumo em fresco.

Doenças e pragas
Leptinotarsa decemlineata.

Doenças:
Alternariose ou Pinta-preta Alternaria solani
Míldio da batateira ou requeima Phytophthora infestans
Sarna comum, Streptomyces scabies
Sarna prateada, Helminthosporium solani
Rizoctoniose ou sarna negra, Rhizoctonia solani
Podridão seca, Fusarium spp.
Podridão mole do tubérculo, Canela-Preta, Talo-Oco, Erwinia spp.
Roseliniose, Podridão-negra-de-roselínea
Enrolamento-da-folha ou Crespeira

Pragas
Escaravelho da batateira, Leptinotarsa decemlineata
Nemátodos
Traça da batata, Phthorimaea operculella

O ano de 2008 foi considerado o ano internacional da batata.


Gastronomia

As batatas têm grande importância na culinária. Podem ser consumidas fritas, assadas, ensopadas, à milaneza, à parmegiana, cruas ou cozidas. São muitas vezes consumidas quentes, como acompanhamento da refeição principal, ou frias como parte de saladas. Em alguns países elas são servidas no café da manhã, amassadas ou raladas e fritas. Outras formas de consumi-las são como purê, batata souté e recheadas. A batata frita em tiras curtas e muito finas, chamada de batata palha, é muito usada em acompanhamentos a pratos diversos.

sábado, 17 de setembro de 2011

Tipos de Queijos

Asiago
Queijo italiano com textura aerada e casca acetina quando jovem, o asiago tem duas variações: o pressato e o d´Allevo. O primeiro é elaborado com leite integral e curado por 20 a 30 dias, que resulta num queijo com gosto adocicado. Já o outro, passa por um lento processo de maturação. Depois de dois anos em maturação, adquire um sabor mais forte.

Azeitão
Queijo de origem portuguesa pequeno e cremoso, com alto teor de umidade, produzido com leite de ovelha.
É um queijo de pasta mole, com alguns olhos, de cor amarelo-ráfia, muito «amanteigado», de sabor e aroma semelhante ao queijo da Serra, embora seja um pouco mais ácido (característico).

Blue
Tipo de queijo de massa meio dura, de maturação por fungos.
Fabricado, geralmente, com leite homogeneizado. Na verdade uma família de queijos de bolores azuis, cremosos ou esfarelados, de sabor picante e aroma forte.
Entre as variedades as mais populares são o Roquefort, Gorgonzola, azul de Maytag, e Stilton.

Brie
De origem francesa, o queijo Brie é fabricado no Brasil, com a mesma tecnologia do queijo Camembert, ficando as diferenças mais por conta do formato do que das propriedades organolépticas.
É um queijo de massa macia e quebradiça, maturado externamente por Penicillium Candidun, que lhe confere sua característica casca branca aveludada. Por isso também é conhecido como queijo de mofo branco.
Em geral, produzidos em processos manuais, a partir de pequenas quantidades de leite, apresentam-se normalmente em forma de triângulos ou em formas cilíndricas de 1Kilo.
O ponto ideal para ser consumido apresenta-se entre 25 e 40 dias após sua fabricação. Com essa maturação terá adquirido sua massa cremosa e seu característico sabor.

Bleu Vercors
Queijo francês.Fabricado com leite de vaca, sabor leve, aroma de amêndoas. Pasta semi-mole.

Caciocavallo
De origem italiana, era feito inicialmente com leite de jumenta e consistia em um
dos principais alimentos para o povo nômade.
Resulta de uma coalhada emersa em água muito quente, que transforma a massa numa pasta elástica. Consistência dura.
O Queijo Cáccio Cavalo possui a mesma massa e sabor semelhante ao do queijo provolone. A diferença está na preparação: é utilizado um leite mais magro.
O nome "Caccio Cavallo" é resultado do processo de secagem: os queijos são amarrados aos pares por um barbante e pendurados numa vara de madeira "a cavallo" para secar.

Camembert
Pasta mole, casca aveludada, fabricado com leite de vaca, sabor intenso, levemente picante, e textura suave. Casca de cor branca.
Também de origem francesa, o Camembert é um queijo de presença crescente no Brasil. Sua produção é feita a partir de pequenos volumes de leite com cuidados bastante artesanais. Geralmente se apresentam em formas cilíndricas pequenas.
Depois de enformados, os queijos são pulverizados externamente por Penicillium Candidum e são mantidos em câmaras, sobre prateleiras adequadas (com fios de aço inox ou alumínio). Após 6 ou 7 dias começa a aparecer uma fina camada de mofo branco. Os queijos então são virados cuidadosamente, para que o mofo cresça homogêneo por toda a superfície. Após 12 dias em média, podem então ser embalados em papel especial de alumínio, que mantêm intacta sua aveludada superfície branca.

Cantal
Queijo de origem francesa ( Auvergne) com massa compacta, semidura, não é cozida e é prensada 2 vezes. Há 3 versões: fermier, coopérative e industriel. Quando jovem é bem suave e, já amadurecido, traz sabor intenso. Feito com leite de vaca não-pasteurizado, tem formato de tambor e pesa cerca de 45 kg. É seco e enfarinhado, além de escurecer com o tempo. Leva de 3 a 6 meses para maturar. Com cerca de 45% de gordura, o cantal com affinage* (maturação) de 6 meses tem casca natural, amarelo escura, manchas vermelhas e tons de laranja.
*Affinage: o queijo passa por uma sala fria, úmida e escura; é virado e esfregado 2 vezes por semana por pelo menos 30 dias após a fabricação.

Cheddar
O queijo Cheddar é originário da Inglaterra, muito popular em países de língua inglesa como Estados Unidos, Canadá e Austrália. No Brasil é mais encontrado sob a forma de queijo processado fundido (feito a partir de queijo cheddar).
O tradicional é duro, prensado, tem formato de tambor, com cerca de 28 kg e é amarrado com uma bandagem para garantir casca boa e dura, de cor marrom acinzentada. Seu interior é amarelo-ouro, que escurece de acordo com o envelhecimento do queijo. O sabor começa suave, com toque de nozes, geralmente com leve traço de sal. Sofre maturação de 6 a 18 meses. Quando envelhece, o sabor de nozes fica mais forte e ganha uma picante acidez. Feito de leite de vaca, contém cerca de 48% de gordura.
Tem típica coloração amarelo alaranjado, consistência fina, quase pastosa quando prensado entre os dedos e sabor ligeiramente ácido ou cítrico. Quando usado para o processamento de queijo fundido (transformado depois em fatias por ex.), deve ter maturação mínima de 2 meses.
Como queijo para consumo, sua maturação deve ser de 4 meses.
No Brasil são mais encontradas as versões de queijo processado sabor cheddar, em fatias prontas para uso.
Outra versão do queijo cheddar comercializada no Brasil é o queijo Colby.

Coalho
Também conhecido como queijo de coalho, trata-se de um produto de origem e tradição do nordeste brasileiro.
Queijo branco com sabor levemente ácido, sua característica que o faz tão apreciado em todo país, está no fato de ser um queijo que quando assado não derrete, ficando tostado.

Cottage
O queijo Cottage é um queijo muito popular nos Estados Unidos e recentemente sua oferta e consumo vêm aumentando no Brasil.
Consiste basicamente em grãos da coalhada, imersos em uma mistura de creme e sal. Seu sabor é ligeiramente ácido e salgado. Em geral são apresentados em potes plásticos sanitizados e duram de 2 a 3 semanas sob refrigeração.
Destinam-se a consumo puro ou acompanhando frutas e saladas, aqui são indicados em dietas de baixas calorias.

Cream Cheese
O Cream cheese é um queijo muito consumido na Inglaterra, EUA e toda Europa e vem tendo penetração crescente no mercado brasileiro.
Trata-se de um queijo untuoso mas firme, espalhável, com alto teor de creme de leite que se obtem da centrifugação da coalhada. Pode ser natural ou adicionado de sabores.
É usado em sanduíches, em patês ou como ingrediente para o cheese cake.

Crottin de Chavignol
De origem francesa, produzido a partir do leite cru da cabra de raça alpina.
Deve ser consumido fresco. Paladar amendoado, acentuado, porém não picante, e pasta quebradiça. Apresenta-se normalmente coberto de ervas.

Edam
Trata-se de um queijo de massa semidura, holandês, produzido em várias regiões a partir de leite de vaca gordo ou semidesnatado, com formato esférico (prensado na forma de uma bola) e peso médio de 1,5 kg. A casca é pouco percebida, coberta com uma cera vermelha. O ideal é consumir o edam jovem quando sua textura é ainda flexível (evite os queijos borrachudos). O sabor adocicado e suave lembra nozes. O edam revestido com cera preta significa que foi maturado por pelo menos 17 semanas.

Emmental
Produzido com leite de vaca, pasta cozida e prensada, sabor suave, levemente adocicado, massa com buracos, casca escovada e dura.
Pertence ao grupo que no Brasil genericamente chamamos de queijos suiços.
Os queijos Emental mais comuns pesam ao redor de 70 kilos podendo pesar até 130 Kilos. É um queijo semi duro, de longa maturação de sabor ligeiramente adocicado e frutado, com grandes e numerosas olhaduras, uniformes e brilhantes.Hoje já são encontrados emental de 12 kg e até de 1,5 kg, através de avanços nos processos produtivos. São denominados baby emental.
Destinam-se a consumo puro, em sanduíches, tábuas de queijo e gratinados. É o queijo ideal para a preparação da Fondue, prato típico suiço em que o queijo derrete em fogo lento misturado com vinho e é apreciado acompanhado de pão italiano que deve ser mergulhado no delicioso queijo derretido.

Estepe
Originário das estepes russas, este queijo é fabricado a partir do leite de vaca. Apresenta uma textura semi-dura e massa semi-cozida, de cor amarelo-palha, com sabor frutado ligeiramente doce.
Geralmente é consumido puro ou em molhos 4 queijos. Por ter uma textura fatiável, serve para compor sanduíches e aperitivos.

Feta
Produto grego tradicional que se faz misturando leite de cabra e de ovelha. Tem um gosto excepcional, uma bonita cor branca e tem baixos níveis de gordura.
O queijo feta é colocado em recipientes de madeira ou plástico para maturar. A maturação faz-se em duas fases. Primeiro o queijo tem que ficar 15 dias sob condições de temperatura e humidade controladas. A segunda fase tem lugar em refrigeradores com uma temperatura estável e tem uma duração superior a 30 dias. O uso de conservantes não é permitido na produção deste queijo.
Os gregos adoram-no e faz parte da sua alimentação diária. O feta é servido a acompanhar refeições e também usado na preparação de diversos pratos. É óptimo nas saladas de Verão juntamente com tomate e pepino, cebola e oregãos. As tartes de queijo, de diferentes formas, feitas com massa folhada, têm o queijo feta como base. Ktipiti, um prato feito com pimentos quentes e feta, é uma deliciosa entrada para acompanhar com ouzo nos dias quentes de Verão. O feta é também usado para fazer lulas fritas (calamares) ou filetes de peixe estufados.

Fundidos
Os queijos Fundidos surgiram dos esforços que alemães e suiços fizeram para encontrar uma forma de exportar queijos para países de clima quente.
Em 1911, a empresa suiça Gerber encontrou a solução, aquecendo queijos emental e gruyére com citrato de sódio, composto que facilita a fusão. Nasceram assim, os queijos fundidos.
Os queijos fundidos são uma mistura balanceada de diversos tipos de queijos, adicionados ou não de água, manteiga, ou creme, além de saborizantes que permitem que sejam oferecidos em várias versões.
No Brasil, os queijos fundidos usam estepe ou cheddar como base e que propiciam uma variedade de produtos que dispensam refrigeração.
Em geral há dois tipos de queijos fundidos: queijos fundidos em blocos e queijos fundidos cremosos. São comercializados em fatias, porções, em copos (quando espalháveis) ou em versões pré-preradas para fondue.

Gorgonzola
O queijo Gorgonzola é de origem italiana e caracteriza-se por maturação com Penicillium roqueforti, que confere aos queijos seus veios azulados.
Por isso, faz parte da família dos queijos Azuis ou queijos de mofo azul.
Os gorgonzolas brasileiros em geral são cilíndricos e pesam ao redor de 3 Kilos. São apresentadas também versões já fracionadas.
Apresentam massa úmida com veios azuis esverdeados, textura macia, um pouco pastosa e quebradiça. Têm sabor pronunciado e característico, ligeiramente salgado.
Seu ponto ideal de maturação é ao redor de 45 dias após a fabricação, quando já perdeu um certo sabor amargo típico do início da maturação.

Gouda
Massa firme e prensada, textura lisa com pequenos buracos, sabor de avelã.
O queijo Gouda, conhecido mundialmente, é de origem holandesa.
No Brasil é um queijo produzido de forma similar ao queijo prato, mas tem caractrísticas típicas como massa mais untuosa, sabor suave ligeiramente adocicado, textura macia e casca fina. Pode ter olhaduras ou ser de massa fechada.
Em geral têm formato cilíndrico e pesam de 2 a 3 kilos.
Seu acabamento pode ser em solucão de magenta ou parafinado.

Gruyére
De origem suíça (copiado em todo o mundo), o queijo gruyère é menor que o emmenthal e os buracos são pequenos e em menor quantidade. Seu sabor é mais forte do que o emmenthal e sua textura mais cremosa.
É fabricado com leite cru de vaca e cada peça tem de 20 kg a 45 kg. A casca natural é dura, seca e de cor castanho-ferrugem. A textura do queijo é ligeiramente granulosa, densa e compacta (ao mesmo tempo é flexível). Esta densidade é a responsável pela sua excelente capacidade de derreter ao gratinar. Este queijo apresenta um sabor bem complexo: no primeiro momento, frutado, mas em seguida percebe-se um sabor de nozes.
O queijo gruyère tem coloração amarela, um pouco mais escura que a do emmenthal.

Maasdam
O Queijo "MAASDAM" é caracterizado pela presença de grandes buracos, ideal para sanduíches e aperitivos, bem como na culinária, podendo ser usado no preparo de "fondue", gratinado e outros. A receita original foi desenvolvida na cidade de "MAASDAM" HOLANDA, que batizou com o mesmo nome este queijo tão especial e saboroso.

Mascarpone
A textura cremosa e homogênea faz com que o mascarpone, tecnicamente, não seja considerado um queijo por alguns especialistas. É fabricado de maneira semelhante a um iogurte e tem alto teor de gordura. O queijo, que é original da região Sul da Itália, é usado para preparar molhos e sobremesas, como o famoso doce tiramissu.

Minas Frescal
É um dos queijos mais populares do Brasil. O queijo Minas Frescal tem alto teor de umidade, massa branca, consistência mole, textura fechada com algumas olhaduras irregulares, sabor suave a levemente ácido.
É obtido da simples coagulação do leite com ácido láctico ou fermento. Sua produção é disseminada e por isso tem considerável variação no padrão. Tradicionalmente é comercializado em formas de meio kilo ou em formas de 3 kilos, que são vendidas fracionadas. É um queijo fresco, sem nenhuma maturação e apresenta uma validade curta (até 20 dias).
É também conhecido como queijo branco, queijo Minas ou frescal. Hoje, formas mais modernas de produção preparam o minas frescal através da ultrafiltração, processo que confere à massa uma textura mais sólida e fechada e uma validade maior, além de um padrão uniforme de sabor. Podem pesar cerca de 3 kilos, 500g, 250g e até 65 g. Apresentam-se em formas ou em potes plásticos.

Minas Padrão
Trata-se provavelmente de um dos queijos brasileiros mais antigos. Estima-se que sua fabricação tenha se inicado no século XIX, no Estado de Minas Gerais.
É um queijo macio, porém mais seco e firme, de coloração interna branco-creme e casca fina amarelada. Esta casca se forma nos primeiros 10 dias de maturação. Apresenta um sabor pronunciado, ligeiramente ácido com algumas olhaduras irregulares. Seu formato é cilíndrico e seu peso varia entre 800g a 1,2 kilos.
É também conhecido como Minas Curado ou Minas Prensado. Existem outros queijos de características similares porém feitos a partir de leite cru, conhecidos como queijo do Serro, da Canastra e queijo de coalho.

Morbier
Morbier é um queijo de origem francesa, da massa lavada, consistência macia, sabor suave, textura fechada e que apresenta em seu interior uma linha formada de carvão vegetal, produzida durante o processo de enformagem.

Mussarela
Originário das províncias de Salermo e Castela (Itália). Conforme legislação brasileira poderá se adotar as denominações: mussarela, mozzarella ou muçarela. Sendo a grafia "mussarela" a mais empregada ( leia nosso artigo sobre o assunto em matérias anteriores)
A Mussarela antigamente só era fabricada a partir de leite de búfala. Hoje dada a sua grande aplicação culinária, é fabricada a partir de leite de vaca.
Em italiano se chama mozzarella mas, para nós, a boa mussarela é provavelmente o mais conhecido e popular entre os queijos do país europeu, sendo o queijo mais fabricado e consumido no Brasil.
Há várias tecnologias para sua produção, por isso são encontradas em diferentes variações. Sua massa é esbranquiçada, firme e filante. Seu sabor é ligeiramente ácido e salgado e seu derretimento é facil. Em geral seu formato é retangular de 500g, 2 e 3 kilos. Também encontrado também nos formato de bolinha, palito e nozinho, para consumo puro.

Parmesão
A origem do parmesão é no Vale do Rio Pó, uma das mais tradicionais na fabricação de queijos na Itália. Sua textura é firme e o sabor forte. No Brasil, é muito utilizado na forma ralada para acompanhar massas.
Na Itália o queijo é conhecido como Grana, Parmegiano-Reggiano ou Grana Padano e é maturado de 1 a 3 anos, quando se torna macio e quebradiço. No período da maturação os queijos devem ser virados a cada 3 dias nas primeiras semanas e a cada 7 dias durante o resto da cura.
No Brasil, em geral é feito em formas cilíndricas altas e pesam entre 4 e 7 kilos. A massa é amarelo palha e seus sabor é picante. Em geral são maturados apenas por 6 meses embora hoje já se fabrique no Brasil queijo tipo grana, com 12 meses de maturação. Boa parte da produção de parmesão é destinada à ralação, forma de amplo uso.

Pecorino
Pecorino é o nome genérico que se dá aos queijos feitos exclusivamente com queijo de ovelha. De origem italiana, tem características específicas dependendo da região e da forma como é produzido (os diferentes tamanhos dos grânulos, o tempo de maturação, o tipo de leite empregado e as misturas de leite).
Trata-se de um queijo com boa capacidade de conservação. Há o pecorino fresco, o semicurado, o doce e o pepato (com adicão de pimenta). À medida que o queijo fica mais curado, é usado para ralar. As variações mais famosas são o Pecorino Romano, o Sardo e o Toscano.
Pecorino Romano
Da região de Lazio e Sardenha, trata-se de um queijo duro produzido com leite cru de ovelha, tem a forma de um tambor pesando de 22 kg a 33 kg. A casca é dura e lisa e tem uma cor que varia com a idade do queijo, começando pelo palha, passando pelo amarelo-claro até o castanho-escuro. A textura do queijo é granulosa. Demora de 8 a 10 meses para maturar, período que desenvolve seu sabor: salgado e picante, que se torna cada vez mais robusto à medida que se torna mais maduro.
Pecorino Sardo
Da região da Sardenha, é feito com leite cru de ovelha. Menor que o romano, tem forma cilíndrica e pesa de 1 kg a 4 kg. A casca é dura e lisa e sua cor varia com a idade, começando pelo palha até o castanho-avermelhado-escuro. A textura é granulosa e o sabor é de nozes e ervas. Há dois tipos de pecorino sardo, o doce (maturado de 20 a 60 dias, pesa de 1 kg a 2 kg e tem a massa branca e firme), com sabor delicado e não picante, e o maduro (maturado por até 1 ano), que é mais duro, seco e com textura bem granulosa. Seu sabor é salgado e picante.
Pecorino Toscano
Da região da Toscana, trata-se de um queijo duro produzido com leite cru de ovelha, tem forma cilíndrica e pesa de 1 kg a 3 kg. A casca varia do palha até o castanho, podendo chegar ao preto (pecorino toscano crosta nero). Entre os pecorinos é o menor e o que tem maturação mais rápida. Quando jovem, o pecorino toscano é frutado, aromático, com textura flexível e sabor de nozes e caramelo.

Petit Suisse
Um dos queijos macios preferidos pelos franceses, foi inventado no século 19 por Charles Gervais, um trabalhador suíço em uma leiteria de queijo da Normandia. Tem geralmente forma redonda ou cilíndrica e são feitos de leite de vaca pasteurizado, se apresentando normalmente na forma de pasta.
Petit-Suisse tem uma mistura do sabor doce e salgado, e forma deliciosas combinações com frutas, mel e cereais. Este queijo é usado também como a base de diversos desserts franceses tradicionais.
O índice da gordura é aproximadamente de 40 %.

Prato
O queijo Prato é um dos queijos mais populares do Brasil. Foi introduzido na década de 20, na região do sul de Minas, através de imigrantes dinamarqueses. As origens do queijo Prato remontam, portanto, aos queijos Dambo e Tybo (dinamarqueses) e Gouda (holandês).
No Brasil sua tecnologia foi adaptada às condições locais, o que explica as diferenças de sabor e textura observadas em relação aos queijos que lhe deram origem. Enquanto aqueles se apresentam sempre com textura mais aberta, com olhaduras regulares e pequenas, o Prato pode ser encontrado tanto com olhaduras regulares ou irregulares como também completamente fechado. Além disso, é largamente utilizado para o consumo indireto, em sanduíches por exemplo.
Trata-se de um queijo de massa semi-cozida (40 a 42ºC) e lavada, o que explica sua consistência macia e sabor suave. A fatiabilidade deve ser um de suas características principais. O rendimento da fabricação se situa por volta de 9,5 a 10litros de leite por quilo de queijo. Os queijos Lanche, Estepe, Bola e Cobocó são considerados variedades do queijo Prato, basicamente diferenciando-se pelo formato.

Provolone
O queijo Provolone é originou-se na Itália, onde é encontrado em diversos tamanhos com sabor variando do picante ao doce. É um dos queijos mais conhecidos no mundo inteiro.
No Brasil em geral é produzido em formas cilíndricas e o peso varia de 500 g a 100Kg, originando apresentações fracionadas de diversos diâmetros
Sua consistência é semidura, textura fechada e filante. Seu sabor ligeiramente picante, acentua-se com a maturação.
Os queijos provolone são amarrados com cordas ou redes sintéticas e secam pendurados. Depois são defumados até se obter a cor desejada da casca.

Reino
Supõe-se que que o queijo Reino tenha se originado no queijo edam holandês, que era importado do reino de Portugal para o Brasil.
É um queijo firme, bem mais seco e de sabor acentuado.
Deve ser curado por no mínimo 2 meses. Durante a maturação o queijo deve ser virado costantemente e a casca deve ser tratada com salmoura durante 2 a 3 semanas.
Em geral é produzido em formas cilíndricas ao redor de 1,5kg e embalado na tradicional lata metálica, da mesma forma em que atravessavam o oceano em navios.
Destinam-se a consumo puro, em sanduíches ou em receitas culinárias, especialmente no Nordeste e no Rio de Janeiro, onde seu consumo cresce nas festas de São João e no Natal.

Requeijão
O requeijão é um queijo tipicamente brasileiro.
À massa da coalhada são acrescentados creme de leite, água e sais fundentes. Pode se apresentar de 2 formas: cremoso ou de corte. São envasados ainda a quente.
Tem coloração branca, tem sabor suave e lácteo.
O tradicional Catupiry é uma forma de requeijão (Marca) e as versões cremosas em copo, são muito populares no Brasil.
São largamente consumidos na forma espalhável ou em aplicações culinárias.

Ricota
A ricota, que é de origem italiana, é obtida a partir da acidificação do soro do leite, rico em albumina e lactoglobulina que se precipitam e formam a massa.
Nas ricotas para fins culinários, pode-se acrescentar creme de leite à massa. Sua textura é leve e granulosa e tem alta digestibilidade.
Pode ser defumada ou condimentada.

Roquefort
É produzido com leite de ovelha não-pasteurizado ao qual é adicionado o mofo penicillium roqueforti. A umidade e a quantidade de ar no local de maturação, necessárias para que o mofo se desenvolva no queijo, são rigorosamente controladas.
Originário da região de Rouergue, França, tem forma cilíndrica e pesa de 2 kg a 3 kg. A casca é pegajosa de cor marfim bem clara e a textura é macia, com um aroma característico e sabor que pode ser mais ou menos picante de acordo com o grau de maturação.

Saint Paulin
O queijo Saint Paulin é de origem francesa, primeiramente produzido por monges trapistas.
É um queijo de massa amarela, muito macia, untuosa e fechada, de sabor suave e sem acidez. Sua casca fina, amarelada, se forma com tratamento com água, salmoura e pequena dose de urucum. Pode ter acabamento de resina plástica ou parafina.

Serpa
De origem protuguesa, produzido no Alentejo, com leite de ovelha, muito rico no aroma e sabor. Quando está fresco é muito gorduroso. Após dois anos, conservado em ambiente fresco, torna-se rijo e seco.

Tilsit
O queijo Tilsit é de origem alemã, da cidade prussiana de Tilsit e tem algumas similaridades com os queijos holandeses semi duros e de massa lavada, introduzidos por imigrantes, no século XIX.
Sua textura é aberta, sua massa amarela, com pequenas olhaduras, seu sabor é suave, puxado ao sabor das sementes de “kummel” (erva doce) que são adicionadas a sua massa.

Em geral é produzido em formas cilíndridas de 1,5 a 2 kilos.










Linha completa de ingredientes para laticínios

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Como servir, cortar e armazenar Queijos...





CONSERVANDO O QUEIJO

Guarde o queijo em ambientes que não estejam sujeitos a correntes fortes ou excesso de luminosidade.
O mofo que se forma na casca do queijo é natural, e este deve ser removido com um pano embebido em salmoura.
Não congele queijos, pois afetará seu sabor e textura.

Queijos de massa mole:
Podem ser guardados na parte inferior da geladeira, em recipientes fechados.

Queijos de massa semi-cozida:
Se cortados, devem ser guardados na parte inferior da geladeira, embrulhados em papel alumínio.
Se inteiros, devem ser guardados em ambiente que não sofra variações de temperatura, cobertos com pano úmido.

Queijos duros e defumados:
Devem ser cobertos, e guardados numa temperatura ambiente, em torno de 18°C

OBS: Quando conservados em temperatura ambiente:
Os queijos devem ser guardados em ambiente seco e de temperatura amena, com ventilação, mas sem correntes de ar, envolvidos individualmente em folhas de papel alumínio, ou cobertas com um pano embebido em vinho branco seco, (para evitar que ressequem).

Quando conservados na geladeira:

Os queijos devem ser colocados na parte onde a temperatura oscile entre 3 a 8°C, envolvendo-os, individualmente, em plástico aderente, (prestando atenção para não deixar bolhas de ar), e em seguida no papel alumínio

COMO SERVIR

Houve uma época em que os queijos eram servidos no lugar da sobremesa nos países europeus. Até hoje, os queijos costumam ser servidos para finalizar a refeição (antes ou depois da sobremesa) em países como França, Grã-Bretanha e Itália. Saiba como escolher os queijos e acompanhamentos para compor uma tábua de queijos, seja para terminar uma refeição ou para servir como aperitivo.
Os queijos devem ser servidos sem invólucro ou qualquer tipo de embalagem.

Não corte o queijo muito antes de servi-lo, para evitar que forme casca ou altere seu aroma e sabor.

Não retire a casca do queijo, (no caso de queijo com casca grossa), deixando que isso seja feito no momento do consumo.No caso de alguns queijos, como o Brie e o Camembert, a casca pode ser consumida.
O primeiro passo é escolher as categorias de queijo de sua preferência. Não é necessário ter queijos de todas as categorias, mas é interessante incluir queijos de diferentes texturas e sabores, dos suaves aos mais fortes (inclua pelo menos um de leite de cabra ou de ovelha). É importante também ter uma variedade de cores e formatos (evite servir todos no mesmo formato). Se possível, use facas próprias para queijos e jamais espete-os com um garfo no momento de cortar.
Os bons queijos deveriam ser degustados ao natural, sem nenhum acompanhamento. Portanto, ao escolher itens para acompanhar uma tábua de queijos tenha em mente que o sabor deve ser sutil e não pode mascarar o ingrediente principal. Veja algumas sugestões:
· Pães frescos, de casca crocante e sabor neutro, para não "brigar" com o queijo. Nada de pães com frutas secas, nozes, tomate ou azeitona.
· Frutas da época também podem ser incluídas. Mas evite as de sabor mais ácido (limão, abacaxi, kiwi) e as muito doces. As mais indicadas são maçã, pêra, uva e figo.
· Frutas secas, como uva passa, damasco, ameixa e figo, combinam muito bem com queijo, principalmente os duros, como o parmesão e o pecorino.
· As frutas oleaginosas, como noz, castanha de caju, castanha-do-pará, amêndoa e avelã, também são bons acompanhamentos.

COMO CORTAR

A arte de cortar um queijo assume um papel crucial na sua apresentação, e no controle da oxidação da parte excedente, (que tende a ser maior ou menor consoante a linha de corte), o que pode alterar o seu sabor.
Queijos cilíndricos altos e grandes ou baixos:
Como Gruyère,Itálico e Gouda, devem ser partidos em cunhas (triângulos), partindo do centro. A seguir pode-se fatiar cada cunha em quatro partes.
Para os queijos cilíndricos baixos, como o Brie, vale a mesma regra.
Queijos cilíndricos horizontais:
Os queijos cilíndricos horizontais, como o Provolone, devem ser partidos em fatias e, a seguir, em cunhas partindo do centro de cada fatia.
Queijos pequenos:
Queijos pequenos, de formato cilíndrico, como o Minas Light e o Camembert devem ser partidos em até oito fatias triangulares.
Os queijos com menos de 100g devem ser partidos em metades
Queijos redondos:
Os queijos esféricos, como o Edam, devem ser partidos em quartos, podendo-se utilizar de facas especiais para facilitar a operação.
Queijos em forma de pirâmide:
A partir do ponto mais alto, corta-se um triângulo.

Espero que estejam gostando.
Bjos Lela

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Qual a diferença entre light e diet?





O que é um alimento diet? Os alimentos diets são especialmente elaborados para atender às pessoas que possuem alguma restrição nutricional. No preparo destes alimentos, algum ingrediente é substituído parcial ou totalmente por outro que possui função semelhante, porém permitido para o consumo.Exemplo: o diabético substitui a sacarose (açúcar comum) por um adoçante, que não afeta o equilíbrio glicêmico do organismo, contudo adocicando o alimento.

Como elaborar um iogurte diet? É fácil, basta substituir, o açúcar que normalmente é adicionado ao leite no momento da “fervura” (no linguajar técnico denominada de pasteurização) e adicionar um adoçante confiável.

Os alimentos lights são aqueles em que há uma redução de, no mínimo, 25% no teor energético tota

E um produto light?
l e também 25% em algum nutriente como gorduras e açúcares. O light é sempre comparado com um alimento semelhante, dito tradicional.O alimento light é especialmente preparado para o consumidor que deseja fazer uma redução energética em sua alimentação, como por exemplo, diminuição na ingestão de gordura, na prevenção de problemas cardíacos.


O que é diabetes? O diabetes mellitus, é um distúrbio no qual a concentração de glicose no sangue encontra-se anormalmente elevada, pois o organismo não libera ou não utiliza a insulina de modo adequado.

Como funciona o equilíbrio de glicose no sangue? A concentração (glicose) varia durante o dia, aumentando após uma refeição e retornando ao normal em 2 horas. Normalmente, a concentração sérica (no sangue) de açúcar encontra-se entre 70 e 110 miligramas por decilitro (mg/dl) de sangue pela manhã, após uma noite de jejum. Normalmente, ela é inferior a 120 a 140 mg/dl, 2 horas após o consumo de alimentos ou de líquidos que contêm açúcar ou outros carboidratos.

O que é concentração sérica? Refere-se à quantidade de um nutriente, substância ou hormônio presente no
sangue. Como exemplo a concentração sérica de glicose no sangue, refere-se à concentração de glicose (açúcar) no sangue.

Qual o papel da insulina e quando ocorre o diabetes? A insulina, um hormônio liberado pelo pâncreas, é a principal substância responsável pela manutenção da concentração de glicose no sangue. Ela permite que a glicose seja transportada para o interior das células, de modo que estas produzam energia ou armazenem a glicose até a sua utilização ser necessária. A elevação da taxa glicose após comer ou beber estimula o pâncreas a produzir insulina, impedindo um maior aumento da concentração e fazendo com que ela diminua gradualmente. Como os músculos utilizam glicose como fonte de energia, a sua concentração no sangue também pode diminuir durante a atividade física.O diabete surge quando, o organismo não produz insulina em quantidade suficiente para manter a concentração sérica de insulina normal ou quando as células não respondem adequadamente à insulina.

Uma pessoa portadora de diabetes pode consumir um alimento light?
Não existe uma dieta-padrão para o indivíduo com diabetes. O profissional de saúde deverá fazer uma avaliação nutricional, desenvolvendo um plano alimentar adaptado às necessidades metabólicas e nutricionais, considerando até mesmo o estilo de vida do diabético. O ponto importante a ser observado é que um alimento light se encaixa na categoria de alimentos em que houve uma redução no fator energético de um dado alimento. Como exemplo podemos citar que um sorvete light possui um menor poder calórico que um sorvete tradicional, pois no light eliminou-se parte de gordura ou açúcar. O diabético deve observar se há restrição de açúcar branco, glicose ou frutose em sua dieta. Neste caso, mesmo que o alimento seja light, mas contenha algum tipo de açúcar mencionado, não deverá consumir tal alimento.

O que são os adoçantes? Os adoçantes são, em sua maioria, alimentos preparados a partir de substâncias não calóricas ou calóricas, naturais ou sintéticas, conhecidas como edulcorantes. Estes edulcorantes são mais doces que o açúcar branco, e promovem o sabor doce, alguns muito próximos ao açúcar comum.

O leite desnatado é um alimento light? Sim. Se compararmos com um leite integral ou semi desnatado o leite desnatado é considerado light, pois a gordura que é uma fonte de elevado teor energético foi subtraída do leite, reduzindo conseqüentemente o valor total. Por exemplo:1 copo de leite integral possui cerca de 64 kcal provenientes da gordura e;1 copo de leite desnatado não possui gordura portanto não possui calorias provenientes da gordura.

E um iogurte elaborado a partir de leite desnatado? Também. Via de regra é bom lembrar que todo produto elaborado a partir de leite desnatado é considerado light.

Se substituirmos o açúcar por um adoçante em um iogurte desnatado como fica? Se for um adoçante não calórico, reduziremos mais ainda o conteúdo energético, pois eliminamos a gordura e também o açúcar branco que é normalmente adicionado.Neste caso o produto também passa a ser dietético, pois não irá conter sacarose, glicose ou frutose. Este iogurte passa a ser recomendado para diabéticos e para quem quer perder peso sem se sacrificar.

Existe adoçante com sabor mais próximo ao açúcar? Sim. Existe uma gama variada de edulcorantes, que combinados promovem bons resultados.

A lactose presente no leite possui valor calórico? Sim. Parte do valor energético do leite é devido à lactose que é um carboidrato e representa cerca de 4.6% do leite. Portanto em copo de leite (200 ml) temos aproximadamente 37 Kcal provenientes da lactose.

O que é índice glicêmico? É uma maneira de verificarmos o quanto à taxa de glicose pode ser aumentada pela ingestão do alimento. Considera-se um alimento de elevado índice glicêmico, aquele que, após digerido e absorvido, elevam a taxa de glicose sangüinea acima de 90mg/dl. Em se tratando de carboidratos esta absorção ocorre em até 15 minutos. O índice glicêmico de um alimento depende de muitos fatores como o conteúdo de fibra, proteína, gordura e método de processamento e preparação do alimento.O índice glicêmico é baseado na glicose, que possui índice 100. Exemplo: O arroz refinado possui um índice glicêmico mais elevado que o arroz integral. Portanto, quanto maior o índice glicêmico, mais rapidamente a glicose se torna disponível no sangue e mais rápida é sua captação celular.

Qual a importância do carboidrato na alimentação? O carboidrato é responsável pelo fornecimento de energia para o organismo humano, principalmente o cérebro, medula, nervos periféricos e células vermelhas do sangue.

O que é a glicose? É um carboidrato, denominado de monossacarídeo e constitui a base de muitos outros carboidratos e alimentos. A glicose é o combustível do cérebro, portanto sua presença esta relacionada com a manutenção da vida.Em síntese seria impossível a manutenção da vida sem a ingestão de glicose, que é o elo da maioria dos alimentos.

Fonte:queijnobrasil.com.br